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Capítulo II
Chegando ao baile, Senhor e Senhora Nunez foram conversar com seus amigos. Já Elisa, sentou-se em uma meda encostada na parede, junto a Maria. Do outro lado da festa, chegava Arthur, com seus pais, o Senhor e a Senhora
Terry. Logo ao entrarem na festa, avistaram a ambiciosa Daphne di Frangipane, uma moça de olhos azuis, cabelos loiros e pele branca. Ela estava junto à uma Ela estava junto à senhora de cabelos castanhos, olhos escuros e pele branca. Assim que ela os avistou, foi ao seu encontro. Ao chegar perto da família Terry, Arthur beijou sua mão dizendo:
-
Como está você, senhorita Daphne?
- Muito bem. Mas confesso que melhor agora com a chegada de vocês! - disse Daphne alegremente
- Fico grato. - disse Arthur friamente, já que não gostava de Daphne
Senhor Terry logo sorriu e disse:
- Meu bem, já não me cumprimenta? Te fiz algo?
- Jamais, Senhor Terry! Perdoe minha distração! - disse Daphne envergonhada
Senhor Terry beijou a mão de Daphne e disse:
- Onde estão seus pais, meu anjo?
- Conversam com o Senhor e a Senhora Golveia. - disse Daphne
- Que bom.- disse Senhor Terry sorrindo
Daphne se virou para Senhora Terry e disse:
- Senhora Terry, como estás?
- Muito bem, querida.
- Precisamos marcar um chá para nós duas. - disse Daphne
- Marcarei com todo o prazer!
- Estarei aguardando. - disse Daphne olhando discretamente para Arthur, que, no momento
se distraía com a música
Daphne então sentiu raiva daquela falta de atenção para com ela, já que Arthur sempre foi
seu único e exclusivo amor. Então ela disse para Senhora Terry:
- Agora devo me retirar, para me juntar à ama.
- Vá, meu bem. Pode ir. - disse Senhora Terry
Senhora Terry viu Daphne indo e disse no ouvido de Arthur:
- Meu bem, por qual motivo foss
es tão severo com ela?
- Ela me incomoda, minha mãe. Ela me incomoda. - disse Arthur calmamente
- Então se é assim, tudo bem. Irei acompanhada por seu pai até nossos amigos, por que tu não vais andar pelo baile? - disse Senhora Terry
- Irei, minha mãe. - disse Arthur
- Até mais, meu amor. - disse Senhora Terry
- Até. - disse Arthur docemente
Ele começou a andar pela festa.
Daphne estava parada com sua ama. Então ela avistou Arthur andando pela festa. Ela disse:
- Juane (era o nome de sua ama), estás vendo aquele rapaz?
- Qual?
- Aquele de cabelos castanhos.
- O que está caminhando?
- Ele. Se chama Arthur. Quero que tu me faças um favor.
- Pode dizer, menina.
- Tu tem de falar com minha mãe.
- Mas o que devo dizer?
- Deves dizer que acha que Arthur é o melhor partido para mim. Assim, ela conversará com meu pai, que acabará pedindo para que Arthur noive comigo.
- Não posso fazer isso.
- Por qual motivo?
- Nem imagino quem seja esse Arthur.
- Eu o amo, Juane!
- Menina, é perigoso. Se tua mãe descobrir?
- Tu queres que eu seja feliz ou não?
- Claro que quero!
- Então faça o que eu peço.
- Meu bem...
- Não aceito não como resposta!
- Está bem, tu ganhaste! Farei isso.
- Obrigada, Juane.
- De nada, meu amor.
- Agora desejo comer.
- Vou pegar comidas?
- Claro que sim! Se desejo comer é obrigação tua me trazer comida!
- Sim, Daphne. Estou indo.
- E não demore.
- Está certo.
Juane saiu triste pela frieza de Daphne e foi buscar os alimentos.
Já Elisa, estava com Maria, que dizia:
- Sabe, menina. Hoje eu andava na rua e pela primeira vez vi um homem todo encapuzado. Era o assunto de todos.
- Quem é ele?
- Esse é o mistério. Ninguém sabe nem de
onde ele veio.
- Maria, assim me mata de curiosidades!
- Minha querida, nem eu sei quem ele é.
- Então amanhã mesmo irei na rua com você!
- Para fazer o que?
- Para descobrir quem é ele!
- Como fará isso?
- Ainda não sei, Maria.
- Não sei se poderemos ir.
- Diz que sim, Maria!! Por favor.
- Está bem, meu amor. Vamos.
- Obrigada, Maria.
- Agora você me dá licenç
a?
- Aonde vais?
- Ao toalete.
- Vai se arrumar?
- Não! Vou no vaso!
Elisa riu e disse:
- És uma despudorada!
- Por que?
- Disseste muito alto.
- Tu me perguntaste.
- Então vá.
- Vou, não saia daí.
- Está bem!
Maria saiu correndo. Elisa olhou as pessoas que passavam. Até que Arthur, que estava passando por ali a notou. Ele pensou: ”Essa é com certeza a mais encantadora moça da Itália. Ou talvez, o mais gracioso anjo do céu.”
Elisa olhou para o lado e o viu parado olhando para ela. Com o susto, ela se virou rapidamente. Mas Arthur não se conteve e foi até lá e disse:
- Olá.
- Olá. - disse Elisa env
ergonhada
- Perdoa-me pela ousadia de admirar-te.
- Não deve se desculpar.
- É que eu achei que estava morto.
- Morto? Mas por que?
- Olhei para ti e achei ter visto o mais gracioso anjo do céu.
Elisa abaixou a cabeça envergonhada, mas preferiu tentar mudar de assunto dizendo:
- Como você se chama?
- Me chamo Arthur.
- É um belo nome, me lembra um rei.
- Posso fazer um pedido?
- Pode, claro.
- Permite que eu segure sua mão?
- Minha mão?
- Sim.
- Não posso.
- Por que não?
- Meus pais não me permitem.
- Eu te prometo que será depressa.
- Mesmo?
- Mesmo.
- Se é assim, está bem.
Elisa retirou a luva de uma de suas mãos e estendeu a mão para Arthur, que a beijou. Em seguida a segurou junto a seu coração. Ele disse:
- Podes me encontrar amanhã?
- Como assim?
- Para podermos conversar.
- Meus pais não permitem.
- Eles não precisam saber.
- Queres um encontro oculto?
- Sim, um encontro secreto.
- Está bem. Onde?
- No monte das flores. No pôr do Sol.
- Eu irei.
- Podes sentir meu coração?
- Sim.
- Ele está acelerado não é?
- Sim.
- E sabes por que ele está assim?
- Não.
- Por que estou perto de ti.
Elisa estava cada vez mais encantada por Arthur. Ela olhava dentro daqueles belos olhos azuis. E ele olhava em seus olhos cor de mel. Só que, de repente, Maria apareceu dizendo:
- Elisa, eu estava com uma dor de barriga!
Só que ao olhar melhor ela viu Elisa sentada na cadeira, e ao seu lado, um rapaz ajo
elhado que segurava sua mão apaixonadamente. Maria gritou:
- Elisa!!! O que significa isso?
Imediatamente Arthur soltou a mão de Elisa e Maria disse:
- Venha! Vamos sair daqui!
- Está bem! - disse Elisa
Maria segurou a mão de Elisa e foi dizendo:
- Eres uma despudorada? Onde já se viu? Dar a mão para um rapaz. E pior, conversaste com ele em hora em que estava sozinha.
- Desculpa, Maria.
- Não repita isso, querida.
- Está bem. É que ele mexeu comigo.
- O rapaz?
- O nome dele é Arthur.
- É um belo nome.
- É sim.
- Em que está pensando?
- Tenho que vê-lo de novo.
- Está apaixonada?
- Isso.
- Mas e seu casamento?
- Não posso casar!
- Mas só o conheces de um dia.
- Para mim é como se já conhecesse uma vida inteira.
- Meu, bem. Temo por ti.
- Não tem que temer.
- Quero poder acreditar.
- E pode.
- Está bem. Então vamos.
- Sim.
As duas foram até os senhores Nunez. E foram para casa.
Em casa, Elisa trocou de roupa e foi até a varanda, olhou a lua e se lembrou:
“Olhei para ti e achei ter visto o mais gracioso anjo do céu.”
Ela pensou: “A gente tem que se ver de novo. Eu prometo.” Sem saber que no mesmo mo-
mento, Arthur estava em casa, na varanda também olhando para a lua e lembrando:
“É um belo nome, me lembra um rei.”
Então ele pensou: “Doce anjo, nos veremos de novo. - ele sorriu e seus olhos brilharam - Está escrito nas estrelas. Posso ver - respirou fundo, de olhos fechados disse - e sentir.”
Elisa, que se apoiava na varanda, ouviu Maria dizer:
- Ainda estás aí?
- Maria, sei bem como gostas de um romance.
- Aonde queres chegar, Elisa?
- Não impedirás minha história com Arthur, não é?
- Menina, estás tocando no meu ponto fraco. Sabes que amo romances.
- Sabe, Maria. Ele marcou um encontro.
- Para quando?
- Amanhã. No Monte das Flores, ao pôr-do-Sol. Mas não sei se devo ir.
- É evidente que deve!
- Maria?
- Te ajudarei.
- Maria, eu te amo!!
Elisa abraçou Maria sorrindo. E Maria disse:
- Agora, está na hora de dormir.
- Está bem! Obrigada por tudo.
- Por nada, meu bem. Boa noite.
- Boa noite.
As duas foram dormir. Elisa foi deitar, sem saber o sonho que a esperava no dia seguinte.

Oie
Acabei de ler o segundo capítulo e por favor, faça que essa história tenha um final feliz. Pois, estou querendo que todas as historias de amor terminem com finais felizes pelo menos por hoje
Adoro escrever também e achei interessante a idéia de você publicar um livro em um blog. Eu já tive varios blogs e nenhum vingou realmente, pois sempre ocorriam problemas técnicos. Estou tentando outro e esse é de contos,
Quero ano que vem entrar na faculdade de letras e escrever vários livros também.
Um Beijo
Luiza