Capítulo I


By ellen - Posted on 09 Dezembro 2007


Era uma manhã ensolarada. Muitos arriscavam dizer que era um dia bom. Era um dia normal para todos, quase todos. O tão misterioso homem encapuzado andava na rua, muito movimentada. Muitos se perguntavam quem era ele. As mulheres andavam nas ruas com suas amas. Era 21 de Fevereiro de 1412, em tempo medieval, na Provincia di San Marino Itália. O homem encapuzado chega em casa, com uma notícia que ele preferia não ter que contar, mas, temos que ser fortes, sempre. Afinal, até que ponto chegamos por um grande amor? Professor "parecia" não saber...

 

 

 

 

Dez anos atrás, Arthur, um homem muito belo de olhos azuis, alto, magro, cabelos castanhos e pele branca (20 anos) entrava na casa da família Nunez acompanhado por seu pai. Senhor Frederick Nunez os esperava em seu escritório. Ao passar pelo jardim florido da casa, eles bateram na porta branca, até que uma ama chegou, abrindo a porta e disse serenamente:

- Sejam bem-vindos à residência da família Nunez. O Senhor Nunez espera vocês no escritório, podem acompanhar-me, por favor?

Marcus Terry, um homem de cabelos loiros, olhos escuros e pele branca, pai de Arthur, olhou para a criada e disse:

- Pois bem.

- Por gentileza, me acompanhe.

Arthur e seu pai foram com a criada, passando pela linda sala azul, com sofá branco e uma lareira. Ao passar pela sala, viram uma porta de madeira escura. A criada abriu a porta e eles entraram. Então Senhor Nunez disse:

- Marcus! Meu estimado amigo!

Ele apertou a mão de Marcus, e em seguida disse:

- Esse provavelmente é seu filho, Arthur.

- Sim. Ainda recorda? - disse Marcus

- Como não? Filho de meu mais fiel amigo!

- Tu, sempre com uma amizade impecável!

- Teus olhos que a faz assim.

Com um sorriso, Marcus mostrou a seu amigo o quanto estava feliz em revê-lo. Então, Senhor Nunez disse apertando a mão de Arthur:

- E você, meu jovem? Como está?

- Muito bem, e o senhor?

- Bem. Então, vamos para o que interessa. Sentem-se por favor.

Todos se sentaram e Senhor Nunez disse:

- Meu caro Marcus, eu estava imaginando coisas sobre a vida e terminei recordando o belo dia em que nós: eu, tu e nossas senhoras estávamos em um parque e como tínhamos filhos pequenos, eu te disse: “Quando nossos filhos crescerem se casarão.” Consegues recordar?

- Como não? Seria um grande gosto que aquilo se realizasse! - disse Marcus

- Assim como para ti, para mim seria um extremo prazer. Portanto os convoquei aqui, para questionar-lhe sobre esse dia.

- Queres saber se eles se casarão?

- Com toda certeza e precisão possível.

- Mas para mim seria uma honra!

- Isto quer dizer que haverá casamento.

- Fique certo disso!

- Sempre sonhei com um bom casamento pra minha menina.

- Tens toda razão, hoje em dia, não é fácil de se encontrar um bom partido.

- Mas não quero casá-la com teu filho pela herança do rapaz, mas sim, pelo valor moral que ele carrega consigo.

- Nisso tu tens razão. Meu filho é muito bem visto.

- Então ficamos combinados que eles só se conhecem no dia do casamento.

- Meu prezado amigo, tu irás ao baile de hoje à noite?

- Sim, irei com minha esposa.

- E a senhorita sua filha?

- Prefiro não levá-la. A deixarei sozinha com a ama.

- Entendo seu decisão.

- E tu, irás?

- Ainda não decidi. Mas acredito que não, é um tanto cansativo.

- É sim. Então nos vemos lá, se tu fores.

- Está certo. Se é assim, estou de saída.

Disse Senhor Terry se levantando, então Senhor Nunez se levantou, seguido por Arthur. Então, Senhor Nunez disse:

- Até a vista, meu amigo que, graças a Deus, futuramente será da família.

- Até a vista.

Senhor Nunez aperta a mão do Senhor Terry e em seguida a de Arthur, dizendo:

- Até a vista, meu genro!

- Até a vista, senhor meu sogro.

Disse Arthur sorrindo. Então, Arthur e Senhor Terry saíram da casa.

Senhor Nunez subiu as escadas e foi até o quarto de Elisa. Chegando lá, ele bateu na porta, dizendo;

- Elisa! Elisa, meu anjo, posso entrar?

Então ele ouviu uma voz doce dizer:

- Sim, papai!

Ele entrou e encontrou Elisa, uma moça de cabelos pretos, olhos castanhos claros e pele branca. Ela estava olhando vestidos em sua cama. Senhor Nunez disse:

- O que estás aprontando?

- Papai, estou escolhendo escolhendo minha roupa para o baile de hoje. Mamãe estava aqui, mas saiu com a Maria (Maria era a ama que acompanhava sempre Elisa).

- Se é assim, ela está bem acompanhada!

- Com toda certeza, papai! O que viestes me dizer?

- Eu?

- O senhor.

- Vim vê-la. E também pra informar-lhe que estás noiva.

- De quem, papai?

- De um rapaz bom e amigo.

- Papai, ele é belo?

- Não sei filha, só vejo beleza em ti e em tua mãe.

- Papai, me diz quem é. Eu te imploro!

- Não posso, meu bem! Combinei com o pai dele que vocês se veriam pela primeira vez apenas no dia do casamento.

- Mas por qual motivo?

- Não me questione, querida!

- Papai, queria saber quem é ele!

- E saberá!

- De verdade?

- Sim! No dia do casamento.

- Está bem! O senhor é quem comanda! Posso te fazer uma pergunta muito importante?

- Sempre pode.

Elisa correu até a cama e pegou um vestido azul e outro rosa. Ela disse:

- Qual é o mais bonito?

- Ah, minha querida, tudo fica bem em ti!

- Ah, papai! Assim não estás me ajudando, mas sim, me confundindo ainda mais!

- Está bem, meu amor! O rosa te deixa deslumbrante.

- Obrigada, papai!

Elisa deu um beijo na bochecha de seu pai, que disse:

- Espere um pouco, meu bem! Para que estás escolhendo vestido?

- Para o baile de hoje.

- Elisa, tu não vais!

- Por que, papai?

- Tu és muito jovem.

- Papai, deixa que eu vá!

- Não fica bem.

- Para quem?

- Para ti!

- Por qual motivo?

- Estarei longe e não terás que cuide de ti.

- Papai! E se eu levar a Maria comigo?

- A Maria?

- Sim, papai. Ela é uma pessoa de confiança.

- Se é assim pode ir, mas somente se for com a Maria, ouviste?

- Ouvi!

Elisa abraçou o pai dizendo:

- Eres o melhor pai da Itália.

- Mas somente da Itália?

- Não! De todo o mundo!

- Instantaneamente me transformei em alguém importante!

- Tu sempre fostes uma pessoa importante! O meu amado papai!

Ela o abraçou e saiu correndo, dizendo:

- Vou avisar à Maria.

- Está bem.

Ela saiu e lá fora, no jardim, ela encontrou Maria, uma mulher de cabelos pretos, olhos escuros e pele branca. Ela estava com sua mãe, uma mulher de cabelos ruivos, olhos azuis e pele branca. Elisa disse:

- Maria, tens que arranjar um vestido imediatamente!

- Como assim, menina? - disse Maria

- Filha, o que está dizendo? - disse Senhora Nunez

- Papai não queria permitir que eu fosse ao baile! - disse Elisa

- Mas por que motivo? O que aprontaste, meu amor? - disse Senhora Nunez

- Nada, mamãe. Mas ele somente permitiu pelo fato de eu ter dito que Maria iria comigo. - disse Elisa

- Eu? - disse Maria

- Sim! Tu! O que esperas? Vai arrumar o vestido. Vamos ao baile! - disse Elisa

Maria olhou para Senhora Nunez, que fechou os olhos, respirou fundo e disse:

- Vão! Seja o que Deus desejar!

Elisa saiu correndo com Maria, que, por ser um pouco gorda, se esforçava muito para ir rápido. As duas chegaram no quarto de Elisa e Maria disse tomando ar:

- Correstes rápido demais, menina. Quase me mataste!

- Maria, tenho que contar-te uma informação que acabei de descobrir.

- Pode dizer.

- Estou noiva.

- Mas de quem?

- Este é o problema. Papai não me contou. Será que tu não sabes?

- Eu não! Tua mãe não me disse nada.

- E agora, Maria?

- Não sei, querida.

- Imagina que papai não me disse sequer se ele é belo.

- Não te preocupas com beleza, meu bem. Mas sim com caráter!

- Achas que não me preocupo?

- Aparenta não se preocupar!

- Então vamos escolher seu vestido.

- Vamos.

As duas passaram muito tempo escolhendo um vestido para Maria, depois encontraram um perfeito. Azul com flores.

 

 

 

Na hora do baile, Senhor Nunez estava na sala, esperando, já sem paciência. Até que Senhora Nunez apareceu. Ela estava deslumbrante. Ele olhou para ela e disse:

- Por um segundo, imaginei que eras um estrela que despencou do céu, e não a mais brilhante da terra. Estás encantadora, meu amor.

- Que bom que gostastes, querido!

- Sabes que sempre gosto.

Senhor Nunez beijou Senhora Nunez. Então apareceu Maria. Estava muito bem com a roupa azul. Senhor Nunez disse:

- Maria, estás muito bem.

- Fico grata pelo elogio, senhor.

Todos ouviram uma voz dizer:

- Grata e envergonhada!!

Era Elisa, descendo as escadas sorrindo. Senhor Nunez olhou para as três e disse:

- Serei invejado por todos os cavalheiros da festa! Estou acompanhado pelas mais belas damas!

Todas sorriram e foram para o baile.



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